Carteirinha a R$ 25 no DCE, metade do preço nas entidades
Em abril de 2026 o DCE da UDESC cobrava R$ 25 pela carteirinha estudantil. No vídeo que publicamos, o pedido era explícito: faça o PIX para a presidente. Do outro lado, diretórios e centros acadêmicos — a campanha que circulou pelo DAG — cobravam metade do preço, ofereciam gratuidade a quem está no PROPE e diziam operar com CNPJ, não com conta de CPF.
Não é detalhe de tesouraria. É o retrato de duas formas de fazer movimento estudantil.
O que o DCE faz com o seu dinheiro
O DCE comprou bandeira e megafone. Uma bandeira e um megafone não custam o caixa de uma gestão inteira de carteirinhas. O resto, pelo que o próprio DCE ostenta, vai para congressos e atos pelo Brasil — e para a mesma turma atravessar o Estado para impedir evento privado em universidade que nem é a deles.
Prestação de contas pública disso, no Instagram do DCE, o estudante não encontra. Quem duvida pode procurar. O movimento estudantil, nessa versão, virou sinônimo de baderna financiada por quem só queria meia-entrada no cinema.
O que as entidades fizeram de diferente
A campanha das entidades, anunciada em 14 e 23 de abril de 2026, vendia a carteirinha por cerca de R$ 12,50, válida para aluno de qualquer campus — Balneário Camboriú, Lages, ESAG, o que for. Quatro diferenças que o DCE não consegue copiar no discurso:
- Metade do preço da carteirinha do DCE;
- Gratuidade para estudante de baixa renda no PROPE — exatamente o público que o DCE diz defender e, na prática, cobra R$ 25;
- o que sobra vai para os centros acadêmicos de cada curso, não para a tesouraria de um diretório que não presta conta;
- operação em CNPJ, não em PIX para pessoa física.
O endereço divulgado na época foi daagmaistech.com.br/carteirinha.
Quem movimenta dinheiro de estudante em nome da UDESC deveria ter CNPJ, conta da entidade e conta pública. Foi exatamente isso que o Renova protocolou no CONSUNI, na proposta sobre entidades acadêmicas. A carteirinha a R$ 25 no CPF da presidente é o caso concreto.

