Resolução: Impessoalidade da extensão

Pela APROVAÇÃO desta proposta
Esta resolução foi redigida pela equipe do Renova UDESC para o Conselho Universitário. Ainda não foi protocolada — por isso não há número SGPE nesta página. O texto complementa a Resolução nº 015/2019-CONSUNI e convive com as propostas já protocoladas sobre espaços e eventos e sobre entidades acadêmicas.
A Política de Extensão da UDESC não diz o que a PROEX, a Reitoria e a Secom podem assinar em nome da universidade enquanto o Conselho ainda delibera. O canal de um programa público passa a ter dono. Página de extensão faz collab com partido. Pró-reitoria assina peça que pede para pressionar conselheiro. Dirigente partidária recebe pró-labore para falar de matéria pendente. Quem julgaria a denúncia, no desenho atual, é a mesma cadeia que está sendo regrada.
Foi o que a fiscalização mostrou:
DenúnciaExtensão da UDESC virou palanque
DenúnciaNatalyna Ball no museu da UDESC
DenúnciaEvento comunista no museu da UDESC
DenúnciaCampanha do Lula com Vice-Reitora
O que muda
- O canal não tem donoPerfil que use a marca da UDESC é publicidade de órgão público. Coordenação, Pró-Reitor, Reitor e Direção respondem pelo que o canal publica — bolsista não leva a sanção.
- Sem collab com partidoÉ vedada a coautoria com partido, mandato, juventude partidária, campanha ou jornal de organização. Debate acadêmico sobre o tema continua permitido; campanha pelo voto no Conselho, não.
- PROEX e Reitoria na mesma réguaQuem chancela, organiza ou divulga o evento se submete à norma — mesmo que a atividade não esteja cadastrada como ação isolada no SIGAA.
- Sem pró-labore a agente políticoMandatário, candidato e dirigente partidário podem participar sem remuneração, identificados pela função — não pelo partido nem pelo número de urna.
- Quem tem conflito não relataConselheiro que coordena o programa, relatou a ação no SIGAA ou dirige o órgão cujo canal incidiu na matéria declara o interesse e não relata.
- Denúncia no Plenário, não na PROEXSe o denunciado é a administração superior, a denúncia entra direto no Plenário. A CECC não julga — é presidida pelo Pró-Reitor de Extensão.
Não corta programa de direitos humanos, educação étnico-racial ou inclusão. Não cala professor, estudante ou convidado que fale em nome próprio. Não impede seminário sobre política pública. O critério é a conduta do canal institucional — não o objeto acadêmico da ação.
A posição da UDESC sobre matéria do Conselho é a que o colegiado deliberar. Enquanto isso não acontece, o canal público informa. Não faz campanha.