Natalyna Ball no museu da UDESC
No dia 12 de dezembro de 2025 o Museu da Escola Catarinense (MESC/UDESC) virou pista. A 3ª Natalyna Ball — aniversário de três anos da Casa das Duras — ocupou o prédio público a partir das 18h. Gratuito, aberto ao público, no centro de Florianópolis.
Não foi um aluguel discreto. A conta oficial @museudaescola assinou os posts de divulgação como coautora. Aceito o convite, a publicação passa a existir na grade do museu da UDESC.
O acervo abaixo foi capturado do Instagram entre 17/11 e 19/12/2025 — 19 posts, legendas, carrosséis e vídeos — para a prova não depender de o autor apagar o original.
Mesa de política com vereadora. O museu assinou.
A programação do dia 12/12, no cartaz com a marca MESC · UDESC no rodapé:
- exibição do curta Espiral;
- roda de conversa: Cultura e Política local com Mirê Chagas e Carla Ayres;
- pocket show;
- rollcall, grand march e as categorias da ball.
O post da programação tem quatro coautores: @carla.ayres13 (vereadora de Florianópolis, PT), @museudaescola, @mirechagasnavoz e @ballroomscoficial. Não é marcação. É assinatura conjunta.
Uma unidade oficial da universidade assinou, no Instagram, a divulgação de uma mesa política com uma detentora de mandato. O museu da escola do Estado não é palanque. Se a Reitoria autorizou, precisa explicar o critério — e por que o mesmo espaço não aparece no calendário público do MESC.
As categorias saíram com o logo da UDESC
Em 25/11 a Casa das Duras publicou as dez categorias. Cada slide leva no rodapé o logotipo oficial MESC · UDESC, o ícone da ball e a marca Ballroom SC. Local, escrito: Museu da Escola Catarinense.
Uma delas se chama Virgin Vogue Duende. O texto, no cartaz com a marca da universidade:
Destinamos essa categoria para quem nunca caminhou em uma categoria dançante, a virgindade só se perde uma vez então experimente-se como um duende no voguing defendendo sua vertente escolhida como se fosse o dono do Museu da Escola Catarinense - MESC.
O museu da escola do Estado emprestou o nome para a peça. Não é “cultura no museu”. É o logo da UDESC carimbado numa categoria que trata o prédio público como figurino.
PIX para a festa. O museu, de graça.
Em 1º/12 o vídeo de divulgação diz, na legenda: estão produzindo a Natalyna “gratuitamente no maior Museu de Florianópolis”, “primeira vez que a Ballroom ocupará esse espaço”. Em seguida pedem financiamento colaborativo — PIX casadasduras@gmail.com — para pagar DJ, MC, júri e intérpretes de Libras.
O espaço público sai de graça. A vaquinha é dos organizadores. A marca da UDESC, no cartaz.
A ball no museu. O after, no bar.
Cinco dias antes, outro post: “a ball no @museudaescola termina e a gente puxa a tropa pra @pinkpubfloripa”. After com ingresso, das 22h às 4h, Open Summer Vogue Night. O museu da escola fecha; a noite continua no pub.
O vídeo da pista — quase duas horas, gravado no dia — está no acervo. No Instagram: instagram.com/p/DSLxw_zABut/.
O museu agradeceu. A vereadora, na lista de apoiadores.
Em 19/12 a Casa das Duras fechou o ciclo. Coautores: de novo @museudaescola, @ballroomscoficial e @remoraesz. A legenda:
A Casa das Duras agradece o acolhimento do @museudaescola pela realização do evento e os nossos apoiadores por tornarem tudo ser possível.
O primeiro nome da lista de apoiadores, com árvore de Natal: @carla.ayres13. No slide de agradecimentos, a logo da vereadora — estrela do PT, “Carla Ayres · Vereadora” — aparece ao lado da logo do MESC · UDESC.
Em setembro o MESC sediou “Seremos todos Che Guevara”. Em dezembro, a Natalyna Ball com mesa de vereadora. Nas duas, o prédio público; nas duas, pouca ou nenhuma divulgação oficial do museu. Pluralidade não é emprestar a marca da UDESC para a militância alinhada e deixar o acervo fechado no sábado à tarde.

