Processo em sigilo do CEART
A transparência é o pilar fundamental de qualquer instituição pública, mas o que os documentos recentes do processo SGPe 8013/2026 revelam é um cenário de negligência e tentativas de justificar o injustificável. Embora o processo estivesse sob sigilo no sistema do Estado, ele agora é de acesso público ao ser anexado à Notícia de Fato que corre no Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O conteúdo é estarrecedor e confirma o que a comunidade já percebia: a direção do Centro de Artes, Design e Moda (CEART) agiu com inércia, má vontade e acabou fazendo com que a Reitoria perdesse o prazo legal de resposta ao Ministério Público. O Jogo de Empurra e o Prazo Perdido O Ofício da Procuradoria Jurídica (PROJUR) foi claro: a UDESC tinha 30 dias para responder aos questionamentos do MPSC sobre a degradação do patrimônio, pichações e riscos à saúde. O prazo interno para o CEART enviar as justificativas era 06 de abril de 2026. No entanto, a resposta final só foi assinada pelo Reitor em 09 de abril, evidenciando uma falha administrativa grave e o desrespeito aos prazos do órgão ministerial. “Liberdade de Cátedra” ou Conivência com o Vandalismo? O que mais causa indignação é a linha de defesa adotada inicialmente pela direção do CEART. Em vez de zelar pelo patrimônio público, a gestão tentou rotular pichações — muitas delas contendo palavras de baixo calão, conteúdo sexual e ativismo político rasteiro — como “processos pedagógicos” e “liberdade de cátedra”. É importante lembrar: pichação sem autorização expressa é crime. Tentar transformar sujeira e degradação em “arte” é uma ofensa aos alunos e professores que prezam por um ambiente de ensino digno e salubre. O próprio setor jurídico da Reitoria precisou cobrar uma resposta complementar, pois a primeira explicação dada pelo CEART foi considerada insuficiente e evasiva. Ações por Pressão, Não por Gestão Um exemplo claro dessa postura é a famosa caçamba de entulho que ocupava o pátio há mais de um ano, servindo de criadouro para vetores e acumulando lixo. Foi preciso uma notificação do Ministério Público para que a direção, em um estalar de dedos, providenciasse a retirada. Isso prova que o problema não era falta de recursos, mas falta de vontade política e respeito ao cidadão.
Campanha do Lula com Vice-Reitora

“Tem que reeleger o presidente Lula”Clerilei, vice-reitora da UDESC, participa de evento no CEART com políticos do PCdoB e PT A universidade deve ser um espaço plural, mas o que vimos no Auditório do CEART no dia 27/02/2026 foi pura militância partidária. O uso do patrimônio público para exaltações ao PCdoB e à reeleição de Lula, com discursos das vereadoras Carla Aires (PT) e Giovana Mondardo (PCdoB), desvirtua completamente o propósito acadêmico. Ceder um espaço público da faculdade para a posse de uma entidade completamente desvinculada da UDESC, como a UCE, já é um erro administrativo. No entanto, o cenário foi pior: o evento transformou-se em um ato de militância agressiva.A situação torna-se ainda mais grave com a presença da Vice-Reitora, Clerilei Bier. Ao participar de um evento sem qualquer valor acadêmico ou abertura para o debate, a vice-reitoria legitima um uso indevido da instituição para fins puramente ideológicos. É inadmissível que, dentro da nossa universidade, políticos falem mal da própria população catarinense, a mesma que paga as contas e sustenta o ensino público de Santa Catarina.
Coffee Break de R$482 mil

De acordo com os dados do sistema de finanças do estado (SIGEF), a UDESC gastou R$ 482.270,19 com cafés e recepções ao longo de 2025. Para se ter uma ideia, esse valor representa cerca de 4% de tudo o que foi investido no PROPE, o programa que dá auxílio financeiro para os alunos, que recebeu aproximadamente R$ 13.023.600 no mesmo ano. Embora esses gastos com eventos sejam comuns e, muitas vezes, até inferiores se comparados com outros órgãos públicos, os números convidam a uma reflexão. Em um cenário onde os recursos são limitados, cada economia feita em despesas administrativas abre espaço para investir mais no apoio direto aos estudantes que precisam de ajuda para concluir a faculdade. O Posicionamento da ReitoriaAntes da publicação deste post, entramos em contato com a Reitoria da UDESC, que se manifestou por meio de nota oficial: Correção de dados Recentemente, publicamos em nossas redes sociais um comparativo entre os gastos com “cafés e recepções” e o PROPE (Programa de Apoio ao Estudante). Após o envio da nota oficial pela Reitoria, identificamos um erro metodológico em nossa análise inicial: o valor do PROPE utilizado não estava multiplicado pelos 12 meses do ano, o que gerou uma distorção na comparação anual. Gostaríamos de agradecer à Reitoria pela disposição em notar o erro e se posicionar de forma técnica. Já realizamos a correção da informação em nossa publicação oficial no Instagram, garantindo que o debate ocorra sobre dados precisos. Nosso Posicionamento: Por que focamos no PROPE? Embora a interpretação da Reitoria esteja tecnicamente correta ao somar todas as modalidades de bolsas (pesquisa, extensão, monitoria e estágios), o Renova UDESC mantém sua visão política de que o PROPE deve ser tratado como a prioridade central. As bolsas de auxílio social (PROPE) são o último recurso que garante que o aluno em situação de vulnerabilidade não precise abandonar o curso. Enquanto bolsas de monitoria ou iniciação científica são fundamentais para o desenvolvimento acadêmico, o PROPE é o que garante o prato de comida e o transporte do aluno que mais precisa. Nossa reflexão continua: cada economia feita em despesas com cafés, recepções e eventos — que somaram R$ 482.270,19 em 2025 — representa um valor que poderia ser revertido diretamente para aumentar o valor ou o número de bolsas de assistência estudantil. Seguimos vigilantes, fiscalizando o uso do dinheiro público e lutando para que o orçamento da UDESC seja priorizado para quem move a universidade: os estudantes.
Diretor do CEART: SC é “lugar de gente muito doida”

No dia 20/08/2025, durante a reunião do Conselho Universitário da UDESC, o debate sobre a proposta de ampliação das cotas gerou fortes reações. O diretor da ESAG, Julibio David Ardigo, manifestou-se de forma veemente contra a proposta. Em resposta, alguns alunos e professores afirmaram que parte da sociedade catarinense seria “fascista”. Já o diretor do CEART, Lucas da Rosa, declarou que “Santa Catarina é lugar de gente doida”.
Casa de R$3 milhões

O projeto da primeira moradia universitária própria da instituição, que já tramita no Conselho Universitário, é um exemplo de como gastar muito para atender poucos alunos. A proposta atual prevê um investimento de R$ 3,2 milhões para comprar um imóvel no Itacorubi, em Florianópolis. Até aí, parece uma iniciativa nobre, até você ver para quantas pessoas isso serve: Convenhamos: gastar R$ 160 mil por vaga em um bairro de luxo, enquanto milhares de outros alunos sequer recebem auxílio do PROPE, é uma inversão de prioridades gigantesca. Não basta apenas comprar o prédio. O custo de manutenção mensal de um imóvel será alto. Temos o exemplo da UFSC aqui do lado: A moradia deles atende cerca de 160 alunos, mas a realidade é de infiltração, mofo, iluminação precária e falta de segurança. A UDESC corre o risco de criar um “elefante branco” que vai consumir recursos públicos todo mês e, em pouco tempo, estar caindo aos pedaços por falta de gestão. Além disso, esse investimento milionário beneficia apenas o campus de Florianópolis, deixando o resto dos alunos de Santa Catarina desamparados. Uma alternativa melhor é o modelo da U-Living em São Paulo: a iniciativa privada oferece a estrutura e a universidade subsidia os alunos de baixa renda. Menos gasto com manutenção e mais investimento direto no estudante.
Obra infinita da academia de Floripa

A academia do Itacorubi, em Florianópolis, que deveria atender os alunos da ESAG, FAED e CEART, está fechada há quase dois anos. O que era para ser uma reforma “simples” para resolver problemas de infiltração e pintura virou uma novela sem fim. Em novembro de 2023, a Reitoria deu o sinal verde para a J&A Construtora Ltda (Contrato CT 2382/2023) começar o serviço. O plano era lindo: R$ 237.051,30 e 120 dias para deixar tudo pronto. Spoiler: deu tudo errado. Confira a linha do tempo dessa “obra-prima” da gestão: O saldo final? O contrato que começou em 237 mil bateu os R$ 293.302,23. Quase 300 mil reais para… bom, para nada. O Ghosting da Empreiteira 👻 Depois de embolsar os aditivos e ver o tempo passar, a J&A Construtora simplesmente deu um ghosting na UDESC. Abandonaram o canteiro de obras, pararam de responder a fiscalização e deixaram para trás: A Reitoria tentou chamar a segunda e a terceira colocada da licitação inicial, não conseguiu, e sabe o que fez? Arquivou o processo no fim de 2024. É isso mesmo: “deixa pra lá”. Cadê o Edital de 2025? 👀 O Renova UDESC foi atrás de respostas. Pesquisamos no Diário Oficial do Estado e no portal de editais de Santa Catarina: não existe nenhum novo edital lançado em 2025 para terminar essa vergonha. Enquanto a Reitoria não se mexe, a academia virou um depósito. Equipamentos caros estão cobertos por lonas plásticas para não apodrecerem com a água que continua caindo do teto até hoje. Resumo da Ópera: Item Dado Real Tempo fechada Quase 2 anos Valor final (com aditivos) R$ 293.302,23 Status da obra Abandonada e arquivada Nova licitação em 2025? Inexistente
Show de R$500 mil

Enquanto você esperava o edital de auxílio sair, a Reitoria da UDESC escolhia onde investir o orçamento de 2025. Spoiler: não é na sua permanência estudantil. O Renova UDESC foi atrás de informações no Portal da Transparência: a universidade gastou, no mínimo, R$ 470.395,60 com o show do Ney Matogrosso em comemoração aos 60 anos da instituição, que aconteceu no dia 07/12/2025. Vamos colocar em perspectiva: com esse dinheiro, a UDESC poderia pagar 39 bolsas do PROPE (Auxílio Estudantil), garantindo que dezenas de alunos tivessem condições reais de continuar na universidade. Mas parece que, para a Reitoria, um show na Beira-Mar Norte vale mais… Segue a lista de compras da Reitoria: TOTAL: R$ 470.395,60. Aqui estão os registros oficiais para ninguém dizer que é “fake news”:
Cotas para nordestinos

O trabalho de fiscalização do Renova UDESC ganhou uma proporção gigantesca, chegando à grande mídia e até aos ouvidos do Governador de Santa Catarina. O Edital nº 50 do CONCEART, publicado em dezembro de 2024, estabeleceu cotas para estudantes das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste no curso de pós-graduação em Música do CEART. Pressionada a explicar por que uma universidade mantida pelo imposto do catarinense estava priorizando outras regiões em detrimento dos nossos próprios alunos, a Reitoria lançou uma nota oficial que você pode conferir na íntegra no link abaixo: https://ndmais.com.br/educacao/cotas-para-nordestinos-em-universidade-revoltam-governador-de-santa-catarina-absurdo/ Na nota, a Reitoria afirmou que isso não vai se repetir. Uma fiscalização que se tornou uma vitória histórica do Renova UDESC.
Evento comunista no museu da UDESC

Se você achava que o Museu da Escola Catarinense (MESC) servia para preservar a memória de Santa Catarina, sinto informar que você está enganado. No dia 27 de setembro de 2025, a Reitoria da UDESC autorizou que o prédio, que é público, fosse usado como casa de festa para a turma da UJR (União da Juventude Rebelião). O nome do evento? Nada sutil: “Seremos todos Che Guevara”. Enquanto a fachada do museu está literalmente caindo aos pedaços, a Reitoria achou coerente autorizar uma celebração de 30 anos de um grupo que se autodenomina comunista e revolucionário. O interior do MESC foi “decorado” com: Está na hora de a reitoria da UDESC começar a impor limites e lembrar que universidade pública não é comitê partidário.
Bandeiras políticas no RU

No dia 12 de setembro de 2025, o RU da UDESC – Itacorubi, Florianópolis amanheceu decorado com faixas e bandeiras políticas, incluindo a bandeira do partido Unidade Popular Pelo Socialismo (UP). A UDESC é um lugar de estudo, pesquisa e formação, não um puxadinho de partido político. O espaço público pertence a todos os catarinenses, e não vamos permitir que ele seja transformado em palanque ideológico por quem não respeita as regras básicas da instituição. Propaganda partidária em estrutura pública é proibida.Sempre que tentarem aparelhar nossos espaços, agiremos com firmeza, dentro da lei e sem baixar o nível.