O projeto da primeira moradia universitária própria da instituição, que já tramita no Conselho Universitário, é um exemplo de como gastar muito para atender poucos alunos.
A proposta atual prevê um investimento de R$ 3,2 milhões para comprar um imóvel no Itacorubi, em Florianópolis. Até aí, parece uma iniciativa nobre, até você ver para quantas pessoas isso serve:
- Capacidade: Apenas 20 alunos.
- Custo por cabeça: Quase R$ 160 mil por cada estudante atendido.
- Localização: Um dos bairros mais caros de Floripa.
Convenhamos: gastar R$ 160 mil por vaga em um bairro de luxo, enquanto milhares de outros alunos sequer recebem auxílio do PROPE, é uma inversão de prioridades gigantesca.
Não basta apenas comprar o prédio. O custo de manutenção mensal de um imóvel será alto.
Temos o exemplo da UFSC aqui do lado: A moradia deles atende cerca de 160 alunos, mas a realidade é de infiltração, mofo, iluminação precária e falta de segurança.
A UDESC corre o risco de criar um “elefante branco” que vai consumir recursos públicos todo mês e, em pouco tempo, estar caindo aos pedaços por falta de gestão.
Além disso, esse investimento milionário beneficia apenas o campus de Florianópolis, deixando o resto dos alunos de Santa Catarina desamparados.
Uma alternativa melhor é o modelo da U-Living em São Paulo: a iniciativa privada oferece a estrutura e a universidade subsidia os alunos de baixa renda. Menos gasto com manutenção e mais investimento direto no estudante.