Vigilância Sanitária no CEART
A Vigilância Sanitária de Florianópolis fez inspeção presencial no Centro de Artes, Design e Moda (CEART) da UDESC no dia 21 de maio de 2026. A ação partiu de denúncia que o Renova encaminhou ao Ministério Público de Santa Catarina — o mesmo fio da degradação do campus que já estava no processo SGPe 8013/2026, das pichações.
Isto aqui é outra camada. Não é pichação no muro. É o que a Vigilância encontrou quando abriu o portão.
O Relatório de Inspeção Sanitária 1824/2026 registrou, entre outras irregularidades:
- ausência de certificados de desinsetização, desratização e de limpeza das caixas d'água;
- falta de comprovantes de manutenção de bebedouros, elevadores e sistemas de climatização;
- acúmulo de entulho, restos de obra, pneus, madeiras e até um colchão a céu aberto — água parada, inseto e vetor no campus que a UDESC chama de centro de artes.
Diante disso, foram lavrados dois Autos de Intimação (nº 22090/2026 e 22091/2026), exigindo providências da instituição.
A caçamba de entulho no pátio do CEART só saiu depois que o Ministério Público bateu na porta. A Vigilância agora documenta o que qualquer aluno já via: lixo, pneu e colchão no chão de uma universidade pública. A gestão não tem falta de verba. Tem falta de vergonha.
Seguimos fiscalizando. Pichação é crime; criadouro de mosquito no campus também não é “liberdade de cátedra”.
