Nova Política de Cotas
Por 39 a 37, o Conselho Universitário da UDESC aprovou, em 12 de agosto de 2026, a Nova Política de Cotas. Aprovar o relato da relatora — a professora Cláudia Mortari, diretora-geral da FAED — significou aprovar a proposta. Em meio a um debate acalorado — e, em vários momentos, desrespeitoso — a UDESC se torna a mais nova universidade pública a ampliar cotas para pessoas trans no Brasil.
Na mesma sessão, o Conselho votou e acolheu as DVS (Destaque para Votação em Separado) do conselheiro André Bittencourt Leal e do reitor José Fernando Fragalli. Sairam as vagas suplementares para pessoas em privação de liberdade; a renda das cotas passou de 1 para 1,5 salário mínimo; e as vagas suplementares na pós-graduação deixaram de ser obrigatórias — ficaram facultativas, de até 20%.
O Renova pediu que os alunos fossem consultados, pela plataforma Helios Voting, com pergunta simples: sim ou não à proposta. Os conselheiros rejeitaram a consulta.
O relato da professora Cláudia Mortari é a proposta. Com as DVS já votadas, o texto aprovado incorpora a saída das vagas para presidiários, a renda de 1,5 salário mínimo e o caráter facultativo das suplementares na pós. O restante da política — inclusive as cotas para pessoas trans, o piso de 30% na pós-graduação e os 30% nos concursos — passou. Processo CONSUNI 14.649/2024.
Como cada centro votou
Percentual a favor da proposta, entre os votos válidos. Coral é o voto a favor; verde é o voto contrário — a posição do Renova. Quanto mais acima, pior. Ausências não entram no percentual.
Fonte: votação nominal do Plenário do CONSUNI em 12/08/2026. Percentual = favoráveis ÷ (favoráveis + contrários). CEART e FAED no topo; ESAG na base.
Como nos posicionamos
Em junho, antes da votação, o compromisso era público. Cumprimos.
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Publicamos o posicionamento: contrários a cotas na pós-graduação e na contratação de docentes — nesses níveis, o ingresso deve ser pelo mérito acadêmico, para não comprometer a excelência da universidade. Sobre os demais pontos, a comunidade deveria ser ouvida. Compromisso: se a Reitoria consultasse os alunos, votaríamos com a maioria; se recusasse, votaríamos contra, pela falta de debate amplo.
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Pedimos a consulta, pela Helios Voting, com pergunta simples: sim ou não à proposta. Os conselheiros rejeitaram. A sessão do CONSUNI foi suspensa sem concluir a votação.
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Sem consulta, votamos contra — como havíamos dito. A proposta passou por 39 a 37. Na mesma sessão o Conselho votou as DVS de André Bittencourt Leal e do reitor José Fernando Fragalli: saiu a vaga para presidiários, a renda das cotas passou a 1,5 salário mínimo e as suplementares na pós ficaram facultativas, de até 20%. Cumprimos o posicionamento.